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Entrevista: KIaus Blackwell

MADISON MONTGOMERY
SPECIAL EDITION

Confira abaixo a entrevista exclusiva com Madison

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ELLU: Madison, para começarmos, gostaríamos de saber como você se sente em participar da nossa edição sendo reconhecida como a Mulher do Ano?
Madison: Eu me sinto profundamente gratificada. Ser reconhecida como Mulher do Ano é uma honra enorme, especialmente em um universo onde tantas outras mulheres incríveis também fizeram trabalhos que merecem esse título. Receber esse reconhecimento, justamente da maior revista do nosso universo 5M, torna tudo ainda mais significativo para mim. Fico muito feliz e realmente honrada. Este ano foi resultado de muito esforço, dedicação e entrega, tanto no meu crescimento pessoal quanto em tudo o que construí, especialmente através da minha loja. Ver esse trabalho ser reconhecido dessa forma é extremamente especial.

ELLU: Iniciou como designer de moda há cerca de 3 anos, certo? Se você parar para olhar toda a sua trajetória, como definiria o seu percurso dentro do FiveM?
Madison: Eu definiria a minha trajetória como algo verdadeiramente utópico. Não no sentido irreal, mas como uma construção que nasceu do inesperado e se transformou em algo maior do que qualquer plano que eu pudesse ter feito. Nada disso foi programado. Tudo aconteceu de forma tão abrupta e inesperada, que até hoje parece um estado quase onírico, algo que eu vivo plenamente, mas que ainda me surpreende. Quando eu olho para trás, lembro que tudo começou comigo sendo apenas uma influenciadora que editava fotos horríveis, completamente amadora. De repente, eu me vi mergulhada de cabeça em um universo que eu não conhecia, sem suporte, sem grandes contatos, sem ninguém para guiar meus passos. Foi na base da tentativa e erro. Quebrei a cara muitas vezes, aprendi sozinha e, aos poucos, construí cada parte do meu caminho. Hoje, mesmo com tudo o que alcancei, ainda sinto como se a ficha não tivesse caído. É uma história de muita luta, mas cada esforço valeu a pena. Eu me encontrei de verdade no universo da moda e do design 3D. Algo que começou como um hobby se tornou o meu trabalho e a minha paixão. E é isso que eu quero fazer pelo resto da minha vida.

 

ELLU: Quando você vai criar uma coleção, qual é a sua preparação? Sabemos sobre as reuniões e a seleção de inspirações, mas queremos entender: o que faz a Madison olhar para uma peça e pensar “é essa”? O que uma peça precisa ter para conquistar você?
Madison: A escolha de uma peça sempre começa pelo sentimento. Meu mood dita muito o que eu quero criar: às vezes algo mais ousado, às vezes algo simples e casual. Enquanto estou produzindo uma coleção, já estou vivendo mentalmente a próxima, sempre buscando versatilidade para não repetir fórmulas ou ficar datada.
Para isso, eu me insiro totalmente no universo que quero construir. Se é uma coleção de verão, por exemplo, eu vivo o verão: vou a praias, assisto filmes, escuto músicas do tema. É essa imersão que deixa o conceito mais rico. E, no fim, cada peça que escolho precisa refletir exatamente como eu estou me sentindo naquele momento. Se transmite o meu estado emocional e a estética que quero passar, então é essa.

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ELLU: Além da moda, você também se destaca muito como influencer. Como foi que essa área entrou na sua vida? Você hoje tem um dos maiores engajamentos do instagram em nivel RP, você foi criando essa força com o tempo, a gente visitou seu perfil e é muito legal ver que você ainda deixa poucas/mas algumas fotos do seu passado, como essa força se deu?
Madison: Eu fui influenciadora muito antes de criar a Viper Couture. Quando entrei nesse meio, quase não existiam pessoas fazendo fotos e edições diferenciadas. Mas quando comecei, existia três mulheres FODAS que viraram minhas maiores referências, que eram a Afrodite, a Muka e a Carla Croquett. Elas foram essenciais no início, porque reconheceram potencial no meu trabalho e me incentivaram quando eu ainda estava aprendendo. Naquela época, não havia muitos mods, maquiagens ou recursos, então tudo dependia de criatividade. Eu comecei a explorar edições, criar maquiagens próprias e testar estilos diferentes. Isso me trouxe visibilidade e me destacou em um cenário que ainda estava se formando. Com o tempo, meu perfil foi crescendo e construindo um público fiel. Eu deixo algumas fotos antigas porque fazem parte da minha história. Elas mostram minha evolução e lembram de onde tudo começou. Quando a Viper surgiu, eu já tinha um nome forte como influenciadora, e isso ajudou muito para que a marca tivesse impacto desde a primeira coleção. Meu engajamento atual é resultado desse caminho longo, experimental e muito verdadeiro 

 

ELLU: Na sua visão, qual é o maior desafio de criar conteúdo no FiveM hoje em dia?
Madison: Eu poderia dizer que o maior desafio é lidar com a violação de direitos autorais, que infelizmente acontece muito, mas existe algo que me incomoda ainda mais. Para mim, o grande obstáculo é quebrar o estigma de que criadores de roupas e design 3D no GTA V são apenas conversores. Esse rótulo é injusto e desvaloriza o trabalho de quem realmente cria peças originais. Nós temos muitos artistas talentosos no FiveM: pessoas que fazem mapas, músicas, roupas, tudo de forma autoral. O desafio é fazer com que as pessoas reconheçam que existe criação de verdade aqui, que existem profissionais competentes e dedicados. Eu mesma produzo todas as minhas peças do zero e acredito que essa narrativa precisa mudar.

ELLU: Em questão de pressão, você sente que tem que entregar algo wow a cada coleção? como é a sensação de ter um publico esperando algo seu e da equipe da viper a cada campanha?
Madison: Com certeza existe essa pressão. Ela vem do público, da equipe, dos meus amigos e principalmente de mim mesma. Eu sinto que tudo precisa ser uma progressão. Nada pode ficar parado no mesmo lugar. Cada coleção precisa evoluir, surpreender, trazer algo novo, seja entregando algo totalmente inesperado ou indo além do que as pessoas acreditam que conseguimos fazer.
Ao mesmo tempo, essa cobrança interna pode ser pesada. Às vezes se transforma em ansiedade e vira algo tóxico, porque eu quero entregar sempre o meu melhor. Mas eu também sei que foi essa exigência comigo mesma que me trouxe até aqui. É difícil, é mentalmente doloroso em alguns momentos, mas é desse esforço que nasce o trabalho que eu acredito e que eu quero apresentar para o público.

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ELLU: Nos ultimos tempos acho que algumas pessoas falavam da viper a cerca de conversão, e você ja provou que faz todas as peças e ja mostrou varias de suas inspirações, essas insitações lhe ferem? como você se sente ao escutar alguem falar do seu trabalho que claramente durou "horas" "dias"?
Madison: Não posso dizer que hoje isso me fere. No passado já me incomodou bastante, mas atualmente não me afeta da mesma forma. É chato, claro, mas eu realmente não ligo mais. Eu sei o que faço, sei o quanto trabalho, e é nítido para quem acompanha meu processo que minhas peças são autorais. As pessoas podem inventar o que quiserem, mas isso diz muito mais sobre elas do que sobre mim. A maioria dessas críticas nasce de frustrações internas. Quando alguém vê outra pessoa alcançando algo que ela mesma não conseguiu, muitas vezes tenta invalidar o trabalho do outro. Então, para mim, essas insinuações são reflexos dessas frustrações, não da realidade. Apesar disso, eu ainda acredito na importância de quebrar o estigma de que criadores do FiveM são apenas conversores.

ELLU: Nós sabemos que na coleção da Slut Babe você foi para o blender, certo? Como foi a sua aceitação em relação a esse novo ambiente? Em ter o poder de até aumentar a qualidade da textura que muitos comentaram que melhorou bastante
Madison: A Slut Babe foi a nossa primeira coleção feita no Blender, e o impacto foi muito maior do que imaginávamos. As pessoas já estavam curiosas para saber como a Viper iria se sair nesse novo ambiente, e eu sinto que superamos completamente as expectativas. A coleção atingiu números que não prevíamos e alcançou bolhas que nunca havíamos atingido antes. Recebemos elogios até de criadores de outros universos, como Second Life e The Sims 4, que destacaram a estética e a qualidade das peças. Isso foi muito marcante para mim. No começo, porém, eu fiquei apavorada. Era um universo completamente novo. Eu estava no meio da produção da Slut Babe quando "surgiu" o Blender, e isso me assustou muito. Eu conhecia o programa, mas não conhecia a fundo o processo de renderização, iluminação, poses, câmeras. Então precisei aprender tudo praticamente sozinha. Passei dois meses inteiros dedicados apenas a testar fotos, ângulos e poses, entendendo como fazer as roupas se movimentarem e como traduzir o conceito da coleção para esse novo formato. Muitas vezes era só eu e o Felipe Gilmore, um ajudando o outro, tentando descobrir a melhor forma de fazer vídeos e capturas. Ele foi essencial nessa fase. A Mayumi Spears também me ajudou bastante, oferecendo dicas, mas eu sou teimosa e sempre quis aprender com meus próprios acertos e erros. Essa transição me fez entender ainda mais a importância de evolução. Desde a coleção Armageddon até a Slut Babe, estamos sempre elevando o padrão de textura, aprendendo sobre materiais, sobre o que funciona e o que não funciona. E o Blender me deu a liberdade de entregar uma qualidade que o GTA simplesmente não comporta por causa das limitações de peso, otimização e memória gráfica. Para mim, foi uma mistura de medo, descoberta e conquista. Hoje eu sinto que entrar no Blender foi um dos passos mais importantes para a evolução da Viper.

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ELLU: Não entrando em polemicas, porém, a nossa relação sempre foi um mar de trevas e rosas, e hoje novamente você está aqui participando dessa vez solo de nossa revista, ach que se virou uma relação de irmãos, mas, acima de tudo uma relação de evolução. A gente sempre apoiou e posso dizer que fizemos parte da trajetória da marca, tanto ellu quanto a dynasty, diante a todos os acontecimentos até hoje, qual sua visão em relação a revista e a volta da parceria? Chocadas ou choquei?
Madison: Eu acho que nós passamos por muitas complicações como empresas, principalmente pela falta de comunicação. A gente tinha problemas, mas não conversava sobre eles. Apenas deixava tudo passar, sem sentar para entender o que estava acontecendo. A nossa conversa mais profunda e sincera foi essa última, e ela realmente mudou muita coisa. No meu caso, eu tinha questões com a forma como a ELLU se posicionava e como algumas notícias eram expostas. Eu sentia que às vezes existia um tom mais sensacionalista e que certos assuntos eram publicados apenas a partir de um lado da história. Isso gerava conflitos porque nós descobríamos tudo no exato momento em que a matéria saía, sem espaço para diálogo. Hoje eu vejo uma mudança muito clara na forma como vocês trabalham. Vocês entenderam a importância que a revista tem no nosso universo e como as matérias impactam pessoas reais por trás dos personagens. Isso exige cuidado, responsabilidade e consciência do alcance que vocês têm. Para mim, essa evolução é o que torna a parceria possível novamente. Eu sinto que existe mais maturidade, mais equilíbrio e mais respeito de todos os lados. E espero que isso permaneça. Que a gente consiga construir muitas outras coisas juntas no futuro.

ELLU: Pra finalizar, a Viper sempre trouxe uma inovação a cada coleção, vimos que após a Slut Babe que vocês postaram os videos e afins, agora com a Fatal Fantasy, e agora vimos outras pessoas/lojas tambem começando a fazer, você sente que foi referencia para as pessoas do cenario do fivem na atualidade?
Madison: Eu não posso afirmar com certeza, mas acredito que, de alguma forma, sim. No ambiente em que vivemos, todo mundo acaba sendo referência para alguém. A SlutBabe e a Fatal Fantasy realmente mudaram a maneira como as campanhas passaram a ser produzidas. A partir dali, muita gente começou a se inspirar nesse formato, até porque os resultados são muito positivos: o alcance cresce, a estética fica mais forte e o impacto da coleção aumenta.
E eu acho isso totalmente normal e saudável. Ter referências é essencial. Não digo que tudo veio da Viperm existem outras lojas incríveis que também influenciam o cenário. A Viper foi a primeira a fazer isso dentro do GTA, mas não é a única dentro do metaverso. É um ciclo. A gente inspira, é inspirado, e vira uma suruba de inspirações. A única coisa que não é legal é quando passa do limite e vira cópia ou plágio. Mas referência, inspiração e troca criativa fazem parte do nosso mundo de forma geral, e eu acho isso bonito, necessário e super ok.

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