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Entrevista: Ethan Kenway
RAYMOND MAXIMO
SPECIAL EDITION
Confira abaixo a entrevista exclusiva com Raymond Maximo

ELLU: Raymond, nós separamos a nossa conversa em alguns tópicos. Gostaríamos de começar com você contando sobre o início da sua carreira como cinemaker. Como é que começou a Raymond Cinematics e como foi tudo isso?
Raymond: Começou, tipo... acho que já faz quase três anos e meio, quase já. Mas eu já tirava foto no FiveM, então com isso eu sempre estava ligado nessas coisas de mídia, equivalente a fotos. Tirava até... não tinha nem barra cam na época, tirava o print mesmo, já fazia uma edição ali nas fotos.
Aí, eu era de uma cidade, uma cidade aí bem zapzinha, eu não lembro o nome da cidade. Mas foi uma das primeiras aí do FiveM.
Era bem pequena, pegavam uns 100 players por dia, assim. Mas aí começou lá. Eu vi que começaram a falar sobre vídeos, né? E eu sempre queria gravar alguma coisa assim, de algum vídeo pra cidade. Eu fazia coisas pro Jornal da Cidade, essas coisas. Então eu gravava tudo na mão, gravava a tela, fazia tipo assim um movimento da câmera com o mouse. Aí fazia os vídeos lá, e aí eu descobri o Rockstar Editor vendo vídeos dos gringos. Eu via que eles faziam um movimento de câmera diferente e eu falava: “Gente, mas como que faz isso?”
Fiquei curioso. Eu via, via, via, aí tentava aprender, aí eu descobri que era uma ferramenta já no GTA, né? Só que, até então, eu achava que só dava pra fazer no GTA normal, né? Até então no FiveM eu não tinha conhecimento que dava pra fazer isso, né? Porque acho que nessa época não tinha tanto, ou talvez tinha, mas como eu já tinha Instagram há bastante tempo — eu tenho o meu Instagram desde 2020 mais ou menos — eu nunca vi algum vídeo assim de algum brasileiro, sabe, nessa época que eu comecei.
Aí tá, peguei, comecei a descobrir a ferramenta. Aí eu falei com o pessoal lá da cidade, eles conseguiram ativar lá dentro da cidade e eu comecei a mexer, sabe? Tanto que até fiz um vídeo pra cidade, um vídeo de abertura, mas foi bem improvisado mesmo, né? O primeiro vídeo da vida da pessoa fazendo, né? Aí fiz. E aí eu dei uma parada, sabe? Dei uma parada porque eu só tinha o conhecimento que dava pra fazer lá, né? E como eu só jogava naquela cidade, e depois eles tiraram o script pra fazer a gravação, eu fiquei sem fazer, então não mexi mais com isso.
Aí passou-se um tempinho. Eu lembro da primeira vez que eu vi um vídeo, e era de quem que era? Era do Tiu Tóxico, um vídeo que ele postou há três anos atrás.
O primeiro, tipo assim, cinematic de alguém brasileiro que eu vi foi dele. Que, assim, pra mim tem um parâmetro, sabe? Eu já sabia que existia, mas eu vi assim que, tipo assim, alguém brasileiro fazendo. Tipo assim, meio que uma inspiração também pra dar um pontapé e começar a fazer. Estou tentando achar aqui... É, o vídeo dele já tem quatro anos, e quando eu vi já... Ele postou no quadro de outubro de 2021 esse vídeo. Menina! Família Hellfire, era o nome do vídeo.
Aí eu vi, eu lembro de ver esse vídeo e ficar: “Meu Deus, como que eu quero fazer assim! Eu quero esses gráficos, eu quero aprender a fazer isso”, né? Porque tipo assim, era uma coisa totalmente fora, né? Tipo a edição, tudo. Eu falei: “Eu quero fazer isso!”
Eu quero aprender isso, eu quero ser bom, eu quero... sabe? Mostrar o que eu posso fazer.

Raymond: Então eu comecei, tipo, pus a cara a tapa mesmo. Não tive ajuda de ninguém nesse processo primário de gravação, fui na raça mesmo, aprendendo os movimentos de câmera, colocar vinheta depois. Tanto que no começo dos meus vídeos, bem no começo, eu até gravava a tela, não sabia nem que dava pra exportar o vídeo, sabe?
Eu gravava a tela, aí depois, vendo uns vídeos de uns gringos, eu descobri que dava pra exportar o vídeo, né? Com o mod, e aí ficava melhor a qualidade e tudo mais, não sei o quê... e assim foi, né?
E aí teve uma pessoa também, um grande profissional que eu gosto bastante, um colega meu, que acho que foi ele que, tipo assim, me mostrou que dava pra melhorar a qualidade dos vídeos, sabe? Que foi com tipo um plugin, uma coisa que você coloca lá na pasta do FiveM, que deixa o vídeo com mais qualidade, você consegue regular lá, sabe? Então ele que me ajudou nesse processo pra ver isso, sabe? E eu nem desconfiava disso. Então ele me ajudou muito nisso, que foi o Herbert Richards, né?
Que me mostrou isso, me ajudou a instalar tudo. Esse é um ponto que foi bem importante, essa... Como posso dizer? Ah... foi mais que uma ajuda, né?
Fez toda a diferença, porque tipo assim, eu conhecia um mundo, né? Eu falava: “Poxa, mas como que eu poderia melhorar?”, né? Porque eu via os vídeos dos gringos, né? Pessoal gringo. E eu via que tinha mais qualidade, né? Mas eu falava: “Gente, mas como que eles faziam?”, né? E era justamente isso.
Aí, com ele falando, né? Porque ele praticamente é... tipo assim, me deu o caminho de como fazer essa instalação, de como colocar o negócio. Então eu devo bastante dessa parte de melhorias também. Devo a ele.
E com isso só fui evoluindo cada vez mais, né? Aí vieram as qualidades de vídeo mudadas, né? Saí de 1080, agora eu também tenho várias opções. Tem 1080, né, Full HD, tem 2K, já gravei vários vídeos em 2K, 4K também. Então isso abriu muitas portas também pra qualidades, né?
E eu acho que da trajetória, assim, do começo, foi isso. Até chegar aqui.

ELLU: Agora, falando um pouco mais sobre o presente, né? Assim, saindo desse início e indo para o agora: de lá pra cá, quais são os seus maiores desafios que você encontra pra fazer o que você faz?
Raymond: Os maiores desafios... pra mim são ideias. Tipo, às vezes eu tenho bastante ideia de fazer alguma coisa, mas na maioria das vezes eu mudo de ideia. Às vezes acho que não vai ficar legal, então eu tenho bastante divergência de ideias. Eu penso bastante, repenso, repenso.
ELLU: Você diria que seu maior desafio é você mesmo?
Raymond: É, nos casos sim. Mas isso eu não diria que é o desafio mais difícil. Eu acho que o mais difícil é enfrentar os problemas que o Rockstar tem atualmente, porque de uns tempos pra cá ele tá dando bastante problema. A gente vem enfrentando bastante problemas, e eu já tô calejado já dos problemas. Na maioria das vezes eu já sei o que é, já aviso as pessoas do estúdio e falo: “Ó, tal coisa tá errada, não sei o quê, mexe aí.”
Então, na maioria das vezes, são esses erros que atrapalham bastante, que são bem complicados. Eu acho que de empecilho é isso: é mais saber lidar com a Rockstar. É mais saber lidar mesmo com os erros, porque assim, cada vez é alguma coisa diferente que aparece. Então a gente tem que estar sempre indo atrás, descobrindo...
Tem que ter um jogo de cintura. E uma coisa que eu também acho muito importante é que o pessoal dessa comunidade de gravação, pelo menos as pessoas que eu converso, que são meus amigos, eu falo com eles: “Olha, tá acontecendo tal erro com você?” Eles também... a gente compartilha as coisas, sabe? Às vezes tá acontecendo um erro com alguém, vem, procura o outro e sai perguntando pro outro também, não sei o quê.
Então, tipo assim, a gente também se ajuda nesse quesito. Isso ajuda bastante. Então tem essa comunicação com algumas pessoas.
ELLU: Aproveitando esse gancho, você diria que dentro do FiveM, na comunidade cinemática, você sente que tem mais uma camaradagem? Não existe tanta rivalidade entre vocês?
Raymond: Eu acho que não tem tanta. Igual o restante das comunidades que tem por aí, que têm bastante conflito, eu acho que na parte de cinemática não tem tanta. Na maioria das vezes.
Muito raro. Já vi poucos casos. Então é coisa que cai no esquecimento. Pelo menos o pessoal com quem eu converso, zero problemas. Todo mundo sempre unido. Eu vejo que essa parte, pelo menos, eu tento ajudar todo mundo.
Até pessoas que estão começando, que vêm tirar alguma dúvida, eu tento ajudar, passar o conhecimento pra frente. Porque a gente ficar guardando essas coisas também só pra gente... sei lá, eu acho um desperdício, sabe? Então, se a gente conhece alguma coisa, a gente deve ajudar também. Tanto que eu já ensinei várias pessoas, já ajudei a solucionar problemas, já ajudei a melhorar em outros quesitos de edição. Eu gosto também de passar pra frente. Mas eu acho que a comunidade é bem unida, não tem tanta rivalidade assim, não. Porque o pessoal também é mais recluso.
Alguns, raramente, eu vejo em cidade. Então o pessoal que grava mais, eles são mais... como posso dizer... mais dispersos assim mesmo. Então eu acho que não tem tanto conflito, não. Eu acho que é uma comunidade bem bacana.

ELLU: Nós acabamos de falar da comunidade de cinemáticas. Eu queria saber quem são as suas maiores inspirações de trabalho. Não precisa necessariamente ser só da comunidade de cinemakers, pode ser um diretor de cinema, qualquer pessoa que tenha um referencial que você gosta de replicar, de usar algum detalhe, ou da própria comunidade mesmo. Como você já falou, você tem alguns amigos e tudo mais. Eu queria saber: o que inspira o Raymond em si?
Raymond: O que inspira por si só é a música. Pra mim, é a maior inspiração, porque a maioria dos meus vídeos que eu faço, assim, quando é algo meu, um trabalho meu, na maioria das vezes eu faço com música. Porque a música pra mim é um sentimento. Então, por mais que eu não seja da parte de cantar essas coisas, eu ouço uma música e consigo ver... tipo assim, pegar aquele sentimento que a pessoa tá querendo passar na música. E tipo assim, eu me identifico muito com algumas letras, sabe?
Então, tipo assim, aí já surge a ideia de fazer um vídeo. Então é o que mais me motiva: eu ouvir uma música, sabe? A partir disso eu consigo pegar minhas ideias pra fazer um vídeo. Aí eu já começo a pensar: “Nossa, isso aqui seria legal, não sei o quê...” Então a maior motivação é mesmo a parte musical. E não só pra clipe — eu digo em cinematics mesmo, sabe? No geral. Legal, legal.
E aí, de pessoas... no começo foi o pessoal gringo que eu comecei a ver. O Tiu Tóxico também serviu como parâmetro, como uma base brasileira, pra ver que existiam pessoas brasileiras fazendo esse trabalho também. Então também foi um percursor. Mas eu acho que é isso, não tenho tanta inspiração.
Eu me inspiro muito em filme. Algum filme que eu possa ver que inspire. Eu gosto bastante de efeitos de imagem, aquela coisa... tipo assim, eu gosto de uma coisa mais antiga. Então uma música que tem uma vibe um pouco mais velha, mais retrô, algo mais retrô... um filme mais retrô também me traz bastante ideias.
ELLU: Agora, ainda falando sobre o presente, queríamos saber: atualmente, quais são os seus objetivos com o seu trabalho? E se você tem algum plano futuro, algum projeto que você tá trabalhando e que você gostaria de falar pra Ellu já dar um gostinho?
Raymond: Olha, agora no futuro eu pretendo cada vez mais melhorar em questão de edição. Eu acho que em qualidade gráfica eu já tenho o que eu quero, sabe? Qualidade de imagem eu já tô bem satisfeito com o que eu tenho. Eu sempre me cobrei muito em questão de qualidade de vídeo, tipo assim... cobrar até demais, sabe? Tipo, tava bom e eu: “Não, não tá legal, faz de novo, procura outro mod, não sei o quê.” Então, nesse momento, em qualidade gráfica eu tô satisfeito com o que eu tenho.
E, tipo assim, coisas pro futuro pra eu me permitir é mais questão de edição mesmo. Eu tenho que parar um tempinho. Às vezes o tempo toma muito tempo da gente, a gente não consegue focar tanto como eu gostaria. Mas, em qualidade de edição, a pós-produção, montagem no editor, colocar algum efeito, essas coisas assim, eu quero melhorar e aperfeiçoar cada vez mais o que eu já sei.
De projeto futuro, eu tava com um projeto em andamento, só que por alguns motivos óbvios eu tive que dar uma separadinha. Mas eu pretendo fazer ele. Não sei se eu consigo nesse restinho de ano ainda, se vou conseguir colocar em prática. Talvez eu consiga colocar ainda esse ano, soltar alguma coisa dele. Mas, se não, ano que vem eu faço ele.
Que é... ah, eu vou dar um spoiler: vai ser tipo assim, uma colaboração com as pessoas da comunidade que gravam, sabe? Então a gente vai fazer uma colaboração. Como eu falei com eles, tipo assim, eu quero unir forças, sabe? Então tipo assim, cada vídeo vai ter um mexe-mexe de cada um. Cada episódio vai ser com uma pessoa diferente: eu com uma pessoa, depois outro episódio eu com outra pessoa. Então eu quero fazer esse projeto, que já tá todo desenhado praticamente. É só, tipo assim, sentar com as pessoas e pegar e executar. Tanto que eu já fiz até os convites, as pessoas que eu convidei sabem desse projeto. E eu pretendo colocar ele em prática, talvez esse ano ainda ou ano que vem.
ELLU: E esse projeto tem um nome ou ainda é segredo?
Raymond: Posso falar o nome: chama Lentes Criativas.
ELLU: Raymond, vamos encaminhar então agora para os nossos dois últimos tópicos. Na verdade, eu queria inserir um outro tópico aproveitando o que a gente falou sobre esses projetos futuros. Eu queria que você destacasse pra mim qual seria o projeto que você fala: “Esse aqui foi o auge de tudo que eu já fiz, o meu maior orgulho.” Qual seria?
Raymond: Em questão de vídeo, algo que eu fiz com muito carinho, dei tudo de mim, do que eu precisava, e a pessoa também ficou muito feliz com o resultado, foi o clipe que eu fiz da Agatha Carrington. Pra mim foi o maior projeto que eu fiz. Eu pego ele como padrão. Eu sei fazer, lógico, eu pego muito porque tem muitas coisas que, em alguns trabalhos que eu faço, é a gosto dos outros. Quando eu estou fazendo algo pra alguém, é pra agradar a pessoa. A pessoa contratou um serviço, tem que ficar do gosto dela, não tem que ficar do meu gosto e a pessoa não gostar. Quando é um trabalho assim, eu logicamente dou minhas ideias do que ficaria interessante, mas eu gosto de agradar, fazer do gosto da pessoa pra não ter nenhum problema.
E Benefício da Dúvida eu acho que retrata muito. Foram várias ideias minhas envolvidas, de questão de qualidade, um jogo de câmera... A ideia do clipe foi toda da Agatha, o roteiro inteiro.

ELLU: Indo pro nosso último tópico, Raymond: falando sobre a comunidade e as pessoas que não só já fazem, como querem fazer o que você faz hoje… um conselho pra essas pessoas, que possa evitar algumas pedras no caminho que talvez elas pudessem não ter se tivessem alguém pra falar algo pra elas?
Raymond: Eu queria falar uma coisa sobre isso. Vou separar em duas partes. Pra essas pessoas que já estão nesse caminho: que elas não desistam e continuem sempre melhorando o trabalho delas cada vez mais. Evolução. E tipo assim, eu fico muito feliz e também emocionado de ver o que acontece.
Eu acho que não tem porquê ninguém brigar por causa de competição dessas coisas. Eu acho que o mercado é grande pra todo mundo. Por mais que cada vez chegue mais pessoas interessantes, isso é uma ótima coisa.
Cada vez mais eu vejo que essa comunidade tá crescendo, né? Então, eu digo pra que essas pessoas que já estão nesse caminho, que elas não desistam e continuem sempre melhorando o trabalho delas cada vez mais. E eu fico muito feliz e também emocionado de ver o quanto o pessoal se dedica a isso. Eu vi o começo de muita gente por aí.
Muita gente que tá aí começou… eu vi o começo, e hoje arrasa demais nas produções. Então eu acho que eles devem continuar nessa mesma linha, sem rivalidade, cada um se ajudar, entendeu? Porque a gente tem que compartilhar o conhecimento, a gente não pode guardar também. Logicamente que tem algumas coisas que a gente também não precisa ficar passando pros outros, né? Cada um tem sua peculiaridade, cada um tem sua forma, cada um tem seu estilo.
E eu acho que ninguém é melhor que ninguém. Cada um tem seu papel. Tipo assim, um pode ser melhor em qualidade, um pode ser melhor em edição. Então, tipo assim, cada um tem o seu quadro, entendeu? Cada um tem o seu espaço. E as pessoas têm um universo pra escolher quem elas querem, entendeu?
Então eu acho que é isso: as pessoas focarem no trabalho delas, não desistirem. Por mais que às vezes achem vários empecilhos no meio do caminho — pode acontecer, né? Às vezes desanimar, dar aquele bloqueio de criatividade, que às vezes a gente tem… quem nunca teve, né? Sendo gravador assim. E quem não tem, né, pra fazer tudo?
Mas, tipo assim, manter o foco, sabe? E não desistir. E pras pessoas que estão vindo agora, eu acho que cada vez mais as pessoas deveriam colocar o trabalho delas pra jogo, sabe? Mostrar do que elas são capazes.
Porque, como eu falei, é muito gratificante, é feliz, sabe? Você ver pessoas vindo pra esse mundo, mostrando que, como eu posso dizer, sabem fazer isso também. Não é só você… tipo assim, não é só, exemplo, três pessoas fazendo um vídeo. Cada vez mais você vai encontrando pessoas, sabe?
Então, tipo assim, se a gente já tem esse monte de pessoas gravando, imagina o que tem por aí de pessoas que a gente nem conhece ainda, sabe? Que sabem fazer isso, que tão no anônimo. Às vezes, tipo assim, nem vendem alguma coisa, só fazem algo assim.
Então eu acho que essas pessoas têm que também manter o foco. Se elas querem ser reconhecidas, serem vistas nesse mercado, eu acho que elas também têm que procurar algo pra seguir, algo pra, tipo assim, fazer o delas, sabe? Cada um mostrar a sua peculiaridade. É isso que faz ser diferente. Cada um mostrar a sua técnica, o que faz de melhor.
Então eu acho que o maior foco que tem que ter é não desistir. Se você quer alguma coisa, vai e faz.
E voltando naquele ponto da comunidade se ajudar: passar um conhecimento pra frente. Tipo, não é: “Pô, vou passar meu mod gráfico pra pessoa, vou passar tudo.” Não, não é isso. É passar um conhecimento. Tipo: “Ah, pô, como é que eu exporto um vídeo? Como é que eu instalo qualquer mod aí, sabe? Como é que faz um jogo de câmera bacana?” Essas coisas assim. Conhecimento prático é isso, sabe?
Então, tipo assim, as pessoas também se ajudam.
ELLU: Antes da gente finalizar, eu deixo em aberto: se você gostaria de acrescentar mais alguma coisa.
Raymond: Esqueci de falar do nome, tipo assim, da transição de uma logo pra outra. Então, no começo, quando eu comecei, eu usava o nome “Nova Era Cinematic”, porque eu tinha passado assim… que eu tinha uma lojinha que ia fazer umas roupas, sabe? Não pratico mais. Eu fazia ped, eu fazia roupa, fazia bastante coisa.
Aí, tipo assim, comecei a fazer vídeo junto, né? Falei: “Por que não colocar os vídeos à venda?”, né? Então ela pegou o nome da loja, que era Nova Era Cinematic. Aí passou o tempo, eu falei: “Não, tem que mudar esse nome. Tá muito, sei lá, estranho. Não faz sentido.” Aí eu peguei, e eu gosto bastante de um carro — e acho que você percebeu ali, né? Não, imagino. — que é esse carro aqui, que tá lá nas fotos, né? Que é uma Maserati.
Uma Maserati, e o símbolo dela é um tridente de Poseidon. E aí eu falei: “Por que não, né?” Eu falei: “Por que não pegar como inspiração, já que eu gosto desse carro?” Eu falei: “Eu quero fazer uma inspiração.” Então aí surgiu a ideia de fazer a logo, que é o tridente. Só que, logicamente, não peguei igual, né? Mas lembra um pouquinho. E era o que eu queria, lembrar um pouquinho.
E muita gente não sabe que é por causa desse carro, mas é por causa de um carro. Então, por isso que nas fotos tem ele, eu queria colocar, mostrar ele, sabe? Ah, acho que… não. Eu acho que só falaria, tipo… mandar um abraço pra comunidade inteira, do pessoal que grava, que cada um faz um trabalho incrível. E é isso. Cada um tem seu lugar nesse pedacinho do FiveM, nesse mundo virtual tão grande. Cada um tem seu espaço, e ele é muito grande pra acolher cada vez mais pessoas que possam vir por aí.
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