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EDIÇÃO GLOBAL SETEMBRO 2025

JOÃO LIGHT
UM ARTISTA MULTI-FACETADO

Confira abaixo a entrevista exclusiva com João Light.

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ELLU: João, você é um verdadeiro multifacetado no FiveM: modelo, designer, map maker, manager da Rua 2, CEO do DreamGroup e ainda tem uma veia musical. Como você se apresentaria hoje, em meio a tantos papéis?
João: Eu diria que sou acima de tudo um artista! Amo aprender, e acredito que é isso que me move dentro do universo do FiveM. Mesmo com todos esses papéis, ainda quero ir muito além: talvez me tornar desenvolvedor de scripts, abrir minha própria cidade… Acho que nem o céu é o limite pra mim. No fim das contas, sou um artista em constante expansão.

 

ELLU: Você comentou que gostaria de falar sobre seu trabalho como modeller 3D. Como começou esse interesse e o que mais te inspira quando está criando? Quais foram os maiores desafios que você enfrentou na modelagem e qual criação você considera um divisor de águas na sua trajetória?
João: Meu interesse começou observando a Lana criar roupas para os shows. Eu queria muito ajudá-la, então comecei a buscar tutoriais no YouTube e tentava reproduzir conversões do The Sims, tanto pra mim quanto pra ela. Com o tempo, e com a ajuda da Barbie Blossom, do Pedro e da Charli, aprendi a criar do zero, eles foram meus grandes mentores, e posso dizer que a base do meu conhecimento veio deles.
Sobre o divisor de águas, acredito que foi meu look no Madrinha Awards. Não pela complexidade, mas pelo impacto: era algo simples, mas foi muito comentado. Naquele momento eu pensei: “Nossa, eu sou realmente bom nisso!”

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ELLU: Além de toda a parte criativa, você também é reconhecido como supermodelo. Como a carreira de modelo influencia na sua visão artística e até mesmo no seu trabalho como designer? Qual foi o momento mais marcante da sua trajetória como modelo no FiveM?
João: Eu não me considero exatamente um modelo, até porque muitos cumprem esse papel de forma mais assídua. Prefiro dizer que sou um manequim para momentos pontuais. Gosto de aparecer, de ajudar e de trazer minha criatividade para esses eventos. Também sinto a responsabilidade de estar presente, pois sou um dos poucos homens negros ativos diariamente na cena artística.
Meu desfile mais marcante foi o da Softly Sassy e da SickWorld Z-Collection. Estava rodeado de pessoas que amo e, além disso, foram meus primeiros contatos direto com a comunidade norte-americana. Foi incrível interagir pela primeira vez com pessoas que eu jamais imaginei alcançar.



ELLU: Você foi premiado com o título de Ellu Fashion Icon, um marco na cena fashion do FiveM. O que esse reconhecimento representa pra você? Estilo é algo muito pessoal. Como você definiria o seu e de que forma ele se conecta ao que você cria no design?
João: Receber o título de Ellu Fashion Icon foi um verdadeiro choque. Eu não me achava merecedor, principalmente concorrendo com nomes tão grandes. Quando vi pessoas que admiro, como Bo Alys, Ayuna e Tigor, dizendo que eu merecia, fiquei extremamente emocionado.
Meu estilo flerta com o alternativo e o feminino. Amo roupas que quebram padrões e fogem do seu propósito original. Já fui chamado de “Vera Verão” e até atacado com comentários racistas e preconceituosos por me vestir de forma disruptiva e afeminada. Por isso, sinto que minha arte e meu design são também um ato de resistência.

 

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ELLU: Agora entrando em outra área sua: a música. De onde veio essa paixão e o que podemos esperar de uma fase musical do João Light?
João: Minhas grandes inspirações são Simone, Lana e Passos. Foi no coral da Simone que cantei minha primeira música… Lembro da surpresa de todos: “Nossa, ele canta!”. Foi um momento muito especial.
Hoje trabalho em um projeto ao lado da minha mãe, Lana, que sempre me apoia e me direciona. É uma das coisas que mais amo em nossa relação. Sobre uma fase musical, posso dizer que sim, ela pode estar próxima. Eu e Lana já começamos algo: um projeto intimista, com bastante influência de R&B.


ELLU: Além de artista, você também tem um papel importante nos bastidores: como CEO do DreamGroup e manager da Rua 2. Como é equilibrar tantas responsabilidades diferentes e ainda manter sua essência criativa?
João: Não é fácil. Às vezes me sinto exausto, mas sou muito workaholic. Amo trabalhar, ajudar pessoas, aconselhar e direcionar. O que me define é o quanto eu gosto do que faço e da forma como faço.

 

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ELLU: O apoio da sua rede próxima também chama atenção: você tem seus filhos e é filho da icônica Lana Light, uma das maiores artistas do FiveM. Como essas relações influenciam na sua trajetória?
João: Pode parecer que isso me ajudou, mas na verdade me trouxe muitos desafios. Minha família e meus filhos sempre foram meu alicerce, assim como meus amigos próximos Caetano, Matth e Raquel, que estão comigo em tudo. Mas ser bem relacionado e ter como mãe alguém tão reconhecida gerou comentários maldosos e desconfianças.
Por um tempo, me senti um impostor dentro da própria família que escolhi. A Lana, no entanto, nunca deixou ninguém insinuar nada sobre mim, sempre me defendeu com unhas e dentes. Hoje sinto que provei meu valor e estou feliz ao lado das pessoas que conquistei.


ELLU: Olhando pra trás, o que o João Light de hoje diria para aquele João que estava começando no FiveM? E quais seus planos para o futuro?
João: “Você é muito maior do que todos imaginam. No final, todos vão conhecer seu nome.”. Meus planos pro futuro é trabalhar e alcançar mais espaços, estou em parceria com a Sick, fechando contratos com cidade e me divertindo muito com meus amigos e família!

 

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ELLU: João, você sempre foi um grande apoiador da nossa revista. Tivemos momentos de altos e baixos, mas em todos eles você esteve presente seja ajudando em eventos, colaborando nas edições ou participando das gravações. Podemos dizer que nossa relação é, de fato, uma parceria. Dito isso, como é pra você estar agora na nossa edição global de Setembro? 
João: É algo que me deixa muito feliz. Apesar de todos os conflitos que já tivemos, eu sempre acreditei no potencial e no papel da Ellu dentro do metaverso. Estar presente nesta edição global é de certa forma uma honra. Agradeço ao Klaus por me conceder esse espaço e por acreditar em mim.

ELLU: Recentemente você foi mencionado nos stories do Breno, onde ele lhe chamou de “escorado na Lana Light”. O que você tem a dizer?
João: Eu não cheguei a ver esses stories e, mesmo que tivesse visto, não iria responder. Pessoas frustradas tendem a se exaltar e acabam falando demais. Eu não conheço o Breno, mas poderia dar a ele algumas dicas de convivência para que não seja banido de todas as cidades em que joga em menos de 30 minutos.

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ELLU: Também chegou aos nossos ouvidos que você tomou um block do Salazar Prinxx. Pode nos contar o que aconteceu?
João: Poucos dias antes do Ellu Awards, se não me engano, eu havia postado uma nota dizendo que existiam pessoas que viviam apenas de referências e não criavam nada próprio. Não citei nomes, mas ele aparentemente levou aquilo para o lado pessoal, me bloqueou e ainda soltou um shade no momento em que recebeu um prêmio. Acho que alguém do tamanho dele deveria ser mais centrado em relação a esse tipo de coisa. Sei que até hoje ele comenta de mim e até da Lana, que nem tinha nada a ver com a situação. Se ele quiser conversar, estou aberto.

ELLU: Não podíamos finalizar a parte das polêmicas sem citar a música “Kamikaze” da Elettra com o Haru. Há quem diga que a faixa foi direcionada a você e a outras pessoas, levantando a questão de que você teria chegado ao artístico como um interesseiro. O que tem a dizer sobre isso?
João: Eu cheguei muito bem recebido por todos, e é claro que isso incomodou alguns, o que gerou especulações. Mas acredito que a maior prova do meu valor é o fato de estar há menos tempo que a maioria no meio artístico e já ter alcançado o mesmo nível ou até mais relevância… Sem precisar de polêmicas, sem me escorar, sem excesso de shades e mantendo uma reputação impecável. Elettra e Haru falaram que essa música foi escrita num contexto ali dos inícios de BH aonde tinha muita gente andando junto e eles tinham um pensamento não tão bom, achei e acho muito engraçado até hoje a música.

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