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Entrevista: Dara Snicket

LUNA LA

SPECIAL EDITION

Confira abaixo a entrevista exclusiva com Luna La

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ELLU: Luna, nos fale um pouco sobre o processo criativo para a produção de suas fotos e suas maiores inspirações durante esse processo?
Luna La: Bom, para as minhas fotos, normalmente eu procuro várias inspirações no Pinterest. Eu não tenho muito um estilo fixo de fotos ao qual sigo, às vezes vem do nada na minha cabeça uma ideia de foto e eu saio correndo atrás pra fazer. Acho que as minhas mais “criativas” foram as de Shadowhunters e a Petrificada, e, apesar de gostar muito delas, acabei arquivando por, depois de um tempo, ficar insatisfeita com algumas coisas na minha própria edição, mas ainda pretendo refazê-las. Nesse cenário de fotos, minha maior inspiração é a minha irmã Sasha Starkov, nós temos gostos muito parecidos, mas às vezes sinto que a cabeça dela consegue pensar em coisas muito além. E de homens, tem o Kize, a criatividade dele é absurda e o talento pras fotos é de outro mundo!

ELLU: Como você descreveria a sua trajetória até então no nosso mundinho, desde quando fazia parte da fraternidade Brattys até hoje em dia?
Luna La: Eu diria que foi caótica, mas foi perfeita, independentemente das coisas que me aconteceram. Conquistei e colhi coisas das quais me orgulho muito, e sei que fiz isso sem precisar passar por cima de mim mesma. Desde quando nos formamos como grupo, ouvi comentários dizendo que eu precisava me desprender das meninas e me lançar como artista solo. Talvez eu não tenha feito isso anteriormente por insegurança, mas ser das Brattys, dividir isso com as minhas meninas, sempre foi divertido e confortável. Era prazeroso entrar em call e produzir música com elas, ouvir elas rindo dos áudios engraçados que passavam despercebidos. Estar com elas, pra mim, sempre foi a coisa mais importante, independente de fama ou reconhecimento. Mas, apesar disso, nunca perdi a visão de me lançar sozinha. Eu tenho músicas e mais músicas guardadas que escrevi pensando em me lançar um dia. Gosto de como as coisas aconteceram lentamente pra mim, me deu tempo pra pensar, ir com calma. Odeio mudanças repentinas e coisas que fogem do meu controle. No mais, da metade da carreira pra cá, digo que foi tudo um sucesso e fico feliz por ter obtido um reconhecimento consideravelmente “alto”.

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ELLU: "Acelerar" foi o seu debut e teve uma ótima recepção, tanto do público quanto da crítica, sendo inclusive premiada no PAM Awards. Como foi pra você sentir esse carinho do publico que está cheio de expectativas para seus próximos lançamentos, podemos esperar um álbum em breve?
Luna La: Gente, sendo bem sincera, eu fiquei surpresa. Eu estava com tanto medo das pessoas odiarem a música que eu quase desisti do lançamento de última hora. Quando a música foi postada, eu tava na call com os Bohs; eu acho que fiquei uns 5 minutos olhando pro monitor, e aí comecei a chorar na call, e os meninos sem saber se riam ou me acalmavam. Tirando isso, o lançamento de Acelerar foi um sucesso: a música saiu, os elogios foram chegando e eu fui ficando sem acreditar. Antes era eu elogiando os artistas que eu admirava, e agora eles estariam me elogiando; pessoas foram começando a me seguir. A ideia de pessoas que eu não conhecia me conhecerem era um pouco nova. Lembro de um dia estar na Califórnia com a Lana Light e a Sabris, e toda hora alguém me parava e perguntava: “É a Luna La?”, e eu me perguntando de onde essa gente me conhecia. Daí a Lana Light: “Sim, mulher, você lançou música, tá colhendo os frutos de ser famosa”. Eu não tinha grandes expectativas, achei que algumas poucas pessoas gostariam e seria isso. E então foram me perguntando sobre Acelerar no Spotify, e eu sem saber o que respondia; por fim, acabei comprando o beat e lançando lá. Fico bem feliz com o apoio que tive, que as pessoas tenham gostado. Por mais que a gente sempre fale “faço pra mim e não pra agradar ninguém”, sentir apoio e os elogios anima, nos motiva. Hoje, 5 meses depois do lançamento, vejo pessoas repostando, colocando em notas, postando foto com Acelerar, e sempre tento responder e curtir todos, porque assim sinto que cria essa proximidade com as pessoas que gostam do meu trabalho. Não quero ser alguém inacessível ou intocável pra elas. Sobre projetos futuros, podem sim esperar algo grande pros próximos meses. Tenho trabalhado duro desde o lançamento de Acelerar e não pretendo parar.

ELLU: Se pudesse escolher um artista do FiveM para colaborar hoje, somente um, qual seria?
Luna La: Bom, todos que são próximos a mim sabem o quanto falo que meu sonho é trabalhar com o Passos. Eu o admiro muito, acho ele um artista incrível, e a cada lançamento dele eu fico chocada. Tanto, que flodo o privado dele todas as vezes. Nos últimos meses, tive a oportunidade de me tornar amiga e me aproximar mais dele; conhecer melhor ele e ver de perto como ele trabalha tem sido incrível e feito eu admirá-lo ainda mais. Ele tem sido um grande mentor pra mim nos meus próximos lançamentos e tem me ajudado muito, me dando dicas e ensinando. Ele pediu pra fazer uma reunião comigo e ouvir minhas demos, eu nunca senti tanto frio na barriga. Nessa reunião, eu pude ouvir conselhos importantíssimos sobre como trabalhar nos meus próximos lançamentos. Ele me deu um novo olhar sobre algumas coisas, e eu tenho tentado ao máximo trabalhar com as dicas e ajudas que ele me deu. Sou e sempre vou ser muito grata a ele por esse apoio. Ele é um artista grande e tem muito impacto no que faz; eu acabei de me lançar, então ter essa ajuda dele muda completamente o meu cenário. Espero um dia ter a oportunidade de trabalhar com ele em algum projeto.

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ELLU: Qual a maior dificuldade que se deparou até então no cenário artístico e quais dicas você dá para quem tem receio de se jogar nesse ramo?
Luna La: Bom, essa é uma pergunta em que não sei onde me encaixar e como me posicionar exatamente. Eu fui muito privilegiada por ser o que chamam de “artista completa”: eu componho, produzo, edito. Então, pra mim, é muito tranquilo fazer um projeto 100% independente. Obviamente me exigiria muito tempo e esforço, porque, por mais que eu saiba fazer todas essas coisas, não entendo completamente de tudo. Eu estava financeiramente estável para pagar beat e uma produção de qualidade, compus uma música autoral, tive patrocínio no clipe, tive apoio e aprovação do público, me lancei entrando em gravadora, fui indicada e premiada. Então, eu estaria mentindo se dissesse que tive qualquer tipo de dificuldade. O que posso falar sobre dificuldade é mais pessoal e sentimental, então vou me abrir um pouco. Voltando ao tópico Brattys e me lançar solo, acho que não fiz isso antes por medo do “fracasso”. Essa palavra me rodeia e me dá medo desde que me entendo por gente. Ser boa, independente e esforçada são coisas que sempre me foram cobradas a vida toda; cresci ao redor de pessoas bem-sucedidas, então a ideia de falhar, mesmo que minimamente, me bagunça. Isso é algo que meus amigos sempre me ajudaram a trabalhar em mim mesma. Já perdi a conta de quantas vezes o Kize me falou que, se eu sempre tivesse medo de tentar por medo de falhar, eu nunca ia saber se conseguiria. É desafiador sair da zona de conforto, lugar onde eu sempre estive com as meninas. Eu sempre tive muito medo do que falariam de mim, mas eu podia mascarar isso atrás delas, porque a gente passava por isso juntas. Se falassem de uma, estariam todas por ela. Já como artista independente, é você por você mesma, por mais que tenha as pessoas ao redor te demonstrando apoio. Sempre trabalhei pra construir essa imagem forte de mim mesma, nada tão sentimental, seja pelas músicas das Brattys ou pela forma como eu me comportava nas cidades, mas acho que a gente cansa de mascarar por tanto tempo. Sinto as coisas de formas tão intensas que elas me cegam, e essa é a Luna que quero mostrar pra quem realmente quer me conhecer e acompanhar meus próximos trabalhos. Ninguém é forte o tempo todo. Meu conselho pra quem quer começar é: se arrisquem, se joguem, corram o risco sem medo. A gente perde muito tempo da nossa vida falando “E se?”, que acaba perdendo as oportunidades de falar “Eu consegui!”. Comecei com grande impacto como artista solo, mas, como grupo, eu e as meninas começamos sem nada. Nossas produções eram básicas, nossas ideias eram divergentes e bagunçadas, mas a gente sempre teve o sonho e a vontade. Então, comecem, com pouco, do nada, com medo, mas comecem. Prefiram falar “Eu tentei!” do que falar “E se eu tentar?”. O cenário é grande, o público é grande, tem espaço pra todo mundo. Vão ter críticas, vão ter comentários, ninguém está isento a nada. O mar é cheio de tubarões, eu acho que a gente só precisa aprender a nadar entre eles.

 

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ELLU: Sua vida pessoal é bem privada, eu diria. Você não é uma artista que se envolve em polêmicas e segue um nicho específico dentro do RP. Mediante a isso, como você lida com comentários maldosos de outras pessoas?
Luna La: Nunca gostei de me expor tanto em relações a brigas e desavenças, acho que tornar essas coisas “públicas” só piora tudo. Já me envolvi em alguns problemas e tomei umas atitudes as quais não me identifico mais, mas esse último ano tem me ensinado muita coisa. Sinceramente, sobre comentários, eu nunca vi ou ouvi nenhum diretamente. Eu fico sabendo de uma coisa ali e outra aqui, mas que chegam e me contam, mas foram tão poucas vezes, que eu sinto que não me importo tanto. Se alguém comenta negativamente sobre qualquer coisa, é sinal de que ouviu, o que automaticamente se torna mais uma stream no YouTube e Spotify, então acho que tudo que posso dizer é, muito obrigada!

ELLU: Falando ainda sobre música, qual será o futuro de Luna La? Você está planejando algum álbum?
Luna La: Eu estou trabalhando duro desde o lançamento de Acelerar. Estou planejando e terminando de idealizar um trabalho grande e tenho me orgulhado de tudo que eu tenho feito ultimamente. Eu não pretendo parar tão cedo e vocês podem esperar um anúncio muito em breve.

ELLU: Sabemos que o artista é moldado no decorrer de sua trajetória, qual o tipo de artista que você não deseja se tornar?
Luna La: Não quero ser a artista que perde o sentido do que tá fazendo e a que esquece de onde veio e de quem a apoiou. Quando a gente começa a ver os resultados do nosso trabalho, é muito fácil brilhar o olho e perder o foco. Já vi muita briga por fama, já estive no meio de algumas, mesmo que anonimamente e/ou indiretamente, e já tomei atitudes que não me reconheço e não me orgulho mais. Esse último ano me ensinou muita coisa e me fez querer melhorar muito como pessoa, e quero levar isso como base pra agir em relação a esse mundo que muitas vezes é moldado por ego. No mais, quero continuar fazendo minhas músicas da forma como tudo começou: por diversão e pra transmitir meus sentimentos. Só tenho a agradecer por todas as experiências que tive até hoje. Obrigada a todo mundo que apoiou e gostou do meu trabalho, obrigada a todos que já tiveram impacto na minha vida, obrigada, amigos e família, por serem sempre meu lugar seguro, e obrigada, Kize, por ser sempre o meu suporte pra onde eu corro.

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