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Entrevista: Pollen Snicket

LUNA BOUNCHER
SPECIAL EDITION

Confira abaixo a entrevista exclusiva com Luna Bouncher

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ELLU: Sabemos que você já tem uma trajetória consolidada dentro do cenário de edições do nosso mundinho. Gostaríamos de saber: como surgiu o seu interesse por edição e como foi o início da sua jornada nesse meio?

Luna: Primeiramente, muito obrigada pelo convite. Fico muito feliz e grata pelo carinho. Comecei a brincar no Photoshop aos 12 anos, quando jogava um jogo chamado Stardoll e editava minha boneca no GIMP e depois no Photoshop. Naquela época, cheguei a ter um blog e até a vender gráficos (a personagem desenhada no corpo de uma celebridade) em troca de VIP e moedinhas no jogo. Sempre fui uma pessoa que gosta de aprender por conta própria e ser independente no que me desperta interesse seja desenhar, fazer edições ou qualquer outra coisa. Quando percebi que podia trazer minha arte para o digital, comecei a me aventurar nessas brincadeiras desde cedo. No GTA, voltei para o meio depois de criar minha conta aqui no global. Eu estava bem enferrujada no Photoshop, mas corri atrás: conversei com amigos, como a Marina Harkness, que me passou várias dicas valiosas na época. Foi então que cheguei ao Blender, onde pude unir a edição da foto renderizada à criação da textura que a compõe. Foi bem complicado no início, porque começar nunca é fácil, mas quando se faz isso com amigos tudo se torna muito mais divertido.

ELLU: Qual foi o ponto de virada que fez você perceber que suas edições poderiam ir além de um hobby e se tornar algo profissional, levando à criação da sua loja?

Luna: Foram duas ocasiões. A primeira foi na época em que eu tive minha loja Luni By Me, onde eu vendia apenas desenhos. Comecei depois que algumas pessoas elogiaram minhas fotos e começaram a pedir comissões. Minha primeira cliente foi uma amiga, que atualmente não joga mais, mas amava meu trabalho e investiu em vários projetos comigo. Desde então, percebi que era possível tornar tudo mais profissional. Com o Blender, o foco das pessoas passou a se direcionar para essa área, e então realizei um rebranding com a AdoreSkin, trazendo minha arte para o 3D. Isso resultou em uma grande demanda de pessoas interessadas no que eu produzia. Foi nesse momento que chamei minha amiga, parceira e braço direito, Evelynn Blackwell, para fazer parte desse “surto” e mergulhar comigo no mundo 3D de todas as formas, para que pudéssemos nos aperfeiçoar e criar diversos produtos juntas.

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ELLU: Você acabou ganhando a fama de ser a “queridinha dos soft blocks”. Por que você acha que isso isso aconteceu?
Luna: Nossa, realmente, eu sou uma pessoa que dá muito a minha opinião nas coisas, e acabei levando alguns softs por isso. O que mais me causou esses episódios foi depois que entrei para a equipe da Ellu, principalmente na Ellu Now, como diretora. Eu e o Ethan (o outro diretor) precisamos nos expor em vários momentos, e acabamos levando alguns blocks, soft blocks e outras reações. Não tem muito o que fazer nessa parte, a gente vai atrás das pessoas para pegar o depoimento delas, e elas lidam da forma que acharem melhor, mas sempre buscamos manter total transparência e imparcialidade nos contatos.

ELLU: Agora como a mais nova influenciadora da Viper Couture, o que essa conquista significa para você e como enxerga o impacto disso na sua carreira?
Luna: Sinceramente, eu estou aos pulos de felicidade. Sou fã da Viper Couture desde que ela surgiu, sempre fiz questão de usar suas roupas e até mesmo de pedi-las nas cidades em que eu jogava. Me acostumei tanto a entrar nas cidades e usar apenas as peças da marca que, quando saiu a coleção Slut Babe e anunciaram que disponibilizariam roupas para uso em fotos no Blender, fiz questão de falar com a Mady que queria também, porque, obviamente, eu iria amar usar nessa “nova” plataforma. Então, ser uma influenciadora da Viper é uma conquista muito grande para mim e mostra que estou sendo reconhecida por pessoas que admiro. 

 

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ELLU: E sobre a loja, a Adore Skin, como é dividir esse projeto com a Evellyn? Como vocês fazem pra conciliar ideias, tarefas e manter tudo funcionando em harmonia?
Luna: A minha forma de atuar e a da Evelynn são bem diferentes, mas nós nos encaixamos. É uma dinâmica muito harmoniosa, que, claro, tem suas desavenças como qualquer parceria e amizade. Eu lido com as questões de textura em geral, fazendo peles, maquiagens, tatuagens e outros detalhes, enquanto a Evelynn arrasa na modelagem, nas roupas, cabelos, rigs no 3D em geral. Quando pensei em voltar com a loja, só conseguia imaginar a Evelynn ao meu lado. Confio 100% nela. Compartilhamos praticamente tudo desse mundo louco do 3D, cada uma com sua habilidade, e é nelas que nos encontramos, tanto como grandes amigas quanto como ótimas parceiras.

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ELLU: De todos os trabalhos que você já fez, tem algum que te marcou mais ou que você sente um orgulho especial de ter realizado?
Luna: Eu fico muito feliz com a minha capa da Goyer, porque antes eu estava mais voltada ao núcleo do FiveM. Com o Blender, tivemos uma abertura maior para interações com o metaverso, e a partir do convite deles eu senti que pude ser vista por novos olhares. É uma revista muito prestigiada, e acabei sendo a primeira da nossa comunidade a aparecer nela. Fiquei muito grata, me senti reconhecida, e recebi tanto carinho dos meus amigos naquele momento que só tenho a agradecer por esses instantes tão preciosos. Foi realmente um marco para mim.

ELLU: Você e seus amigos acabaram iniciando uma verdadeira revolução no mundo do Blender. Como esse movimento começou e o que motivou vocês a darem esse passo?
Luna: Esse movimento todo começou quando eu, Rasik, Pérola e Sofyh compramos um curso de perucas para aprender algumas coisas novas. O Rasik já sabia fazer tudo, mas estava ali de olho e ajudando a gente. Naquela época, já começavam a surgir algumas fotos feitas no Blender, e daí veio a curiosidade de querer participar então fomos atrás. Foram momentos muito gratificantes: a gente ficava junto, compartilhando ideias, descobertas sobre o Blender e se motivando mutuamente. Depois, o Rasik quis compartilhar o que havia aprendido com outras pessoas que também tinham interesse, e eu sugeri que poderíamos criar uma comunidade para ajudar quem quisesse aprender. Foi então que surgiu o manifesto, que mais tarde se transformou na Blender Wave. Hoje, ele é uma memória muito querida. Através dele, conhecemos pessoas incríveis e talentosas, dispostas a contribuir para transformar a comunidade em algo maior e mais produtivo.

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