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EDIÇÃO ESPECIAL VOCANTIS 2025

Conheça o universo próprio e a lore inspirada em Tolkien e Duna

A cidade de Vocantis está cada vez mais próxima de inaugurar e, para conhecermos mais sobre sua produção, conversamos com Cojiro, responsável pela lore do projeto, escritor e contador de histórias.

Vocantis possui uma mitologia própria, na qual o canto das Égeras dá origem ao universo — concebido como uma canção em constante formação. Nesse processo, surgem dissonâncias que marcam o ponto de partida da narrativa. O jogador já inicia sua jornada consciente de que está inserido em um universo fantasioso e sobrenatural, podendo utilizar magias, participar de aulas para desenvolver habilidades, explorar dungeons, coletar itens importantes e raros, entre outras experiências. As principais inspirações vêm das obras de Tolkien, especialmente O Silmarillion, além de referências de RPG de mesa e do universo de Duna, com missões e dungeons que garantem recompensas.

Um dos diferenciais da lore de Vocantis é o modo como a formação do universo foi concebida. Tudo o que acontece na cidade está ligado ao que já foi construído anteriormente, respeitando as bases e regras internas. A partir disso, surgem possibilidades infinitas, mas sempre dentro de uma lógica consistente. Quando um jogador investiga corretamente, encontra respostas que o envolvem ainda mais no RP. O objetivo é proporcionar uma experiência completa, na qual cada um se sinta incluído e não apenas como uma peça isolada dentro da história.

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Cojiro conta que escreve histórias desde os 11 anos e já produziu textos para sites, jornais universitários e concursos. Seu primeiro contato com RPG foi via Discord e, ao entrar no GTA RP, sempre desejou integrar uma equipe de lore, embora tenha atuado mais na área jurídica, elaborando do zero códigos penais, constitucionais e processuais em algumas cidades. Com o tempo, passou a ser convidado por jogadores para escrever histórias de seus personagens e, eventualmente, integrou a equipe de lore de Vocantis como um dos loremakers, assumindo posteriormente o posto de loremaster no lugar de Sayuri.

Entre as preocupações da equipe está a inclusão de jogadores que não têm experiência com temáticas sobrenaturais e possam se sentir deslocados. Para isso, foram criados mecanismos que guiem tanto iniciantes quanto veteranos. NPCs estarão disponíveis logo no início para ajudar na ambientação, e haverá ordens específicas para integração, como alquimistas, bibliotecários, arcanistas e exploradores — cada uma com características, RPs e narrativas próprias. Ainda assim, quem preferir não se envolver com esse estilo poderá optar por RPs convencionais.

Para definir os personagens centrais da narrativa, a equipe realiza uma filtragem baseada no tipo de trama. Em histórias curtas, poucos personagens servem de ponte para arcos maiores. Em narrativas de média duração, alguns têm papéis cruciais, com staffs interpretando NPCs que passam informações para conduzir os jogadores. Já em lores longas, o cuidado é redobrado, pois o impacto atinge um número maior de personagens. A partir disso, define-se o alcance da história. Qualquer envolvimento deve repercutir na vida do personagem e não ser algo isolado. Existem previsões de duração, mas a equipe se adapta conforme o ritmo dos jogadores — se avançarem mais rápido, a lore pode encerrar antes do previsto, evitando prolongamentos que prejudiquem a experiência.

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Vocantis será voltada ao Hard RP, com regras claras para garantir a seriedade e a imersão. A equipe reconhece três perfis de jogadores: os que não se envolvem na lore, os que participam parcialmente e os que seguem a narrativa com fidelidade. Mesmo sabendo que podem haver tentativas de atrapalhar eventos, há mecanismos — incluindo regras e penalidades — para evitar que isso prejudique o coletivo.

Uma das garantias é que o jogador que segue fielmente os RPs sinta que suas ações têm consequências reais. A equipe percebeu que esse tipo de dedicação vem se perdendo ao longo do tempo e, por isso, assumiu o compromisso de valorizá-lo, monitorando e recompensando as atitudes — positivas ou negativas. Em Vocantis, o perigo não se limita à morte física: um personagem pode perder muito mais do que a vida, como vínculos, status ou pessoas queridas, ampliando a profundidade das consequências.

Sobre os permadeaths, a cidade trabalha com a ideia de horror cósmico, na qual morrer pode ser o menor dos problemas. Haverá PDs, mas de forma diferenciada. Em vez de situações banais, como ser morto por um assaltante, um personagem pode encontrar, por exemplo, uma joia amaldiçoada que o prende a um destino inevitável, conduzindo-o a escolhas que poderão resultar em um permadeath como desfecho.

Quanto à ambientação, Vocantis conta com uma grande variedade de mapas e cenários. Por isso, a equipe selecionou cuidadosamente quais estarão disponíveis desde o início e quais serão implementados ao longo do tempo. Também foram pensados roupas, ordens e comportamentos que façam sentido no universo proposto. Cada evento e cada lore é planejado com atenção a aspectos técnicos como scripts, filtros e roteiros, sempre com foco em oferecer uma experiência coesa e imersiva.

Por fim, Vocantis e Rua2 possuem narrativas independentes. Embora alguns membros da staff participem de ambas, as histórias não se cruzam, garantindo originalidade e autonomia à nova cidade.

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